1° Dia: Segunda-feira, 16/09/2024 – Manhã
Dra. Anna Vilgelm
Pathology Department, The Ohio State University, USA.
Palestra: Therapeutic strategies to boost anti-tumor immunity
Descrição: Undeniably, the immune system holds a tremendous power to protect our bodies from dangerous insults. However, it does not always recognize cancer as a threat. Certain existing and emerging therapeutics can induce the features and processes in cancer cells that can trigger their recognition and elimination by the immune system. For example, inhibitors of cyclin-dependent kinases 4 and 6 that are used to treat metastatic ER+ breast cancer can induce metabolic stress in cancer cells associated with improved T cell recruitment to the tumor. Similarly, drugs targeting the activity of a mitotic kinases can facilitate immune cell infiltration into tumors by inducing senescence and the senescence-associated secretory phenotype (SASP). Senescence is a type of stress response characterized by a loss of proliferative potential and the increased secretion of pro-inflammatory mediators amongst other molecules that affect the local microenvironment. This drug-induced pro-inflammatory response in tumors may promote their recognition by the immune system, which could be beneficial in the context of immunotherapy, a type of cancer treatment that enhances the activity of anti-tumor immune cells. Unlike many other cancer treatments that only provide short-lived benefits, the effects of immunotherapy can be long-lasting. However, many tumors are resistant to immunotherapy. Combining immunotherapy with drugs promoting tumor immune recognition can overcome immunotherapy resistance and enable long-lasting remissions.
Dr. Eduardo Filippi Chiela
Departamento de Ciências Morfológicas do Instituto de Ciências Básicas da Saúde, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Palestra: Dinâmica e heterogeneidade de mecanismos de sobrevivência celular na resposta e tolerância à terapia antitumoral
Descrição: A pesquisa básica em câncer utilizando modelos celulares tem fornecido evidências fundamentais tanto para o entendimento da biologia tumoral quanto para o desenvolvimento de novas terapias. Através desses estudos, é possível investigar mecanismos de resistência a fármacos já aprovados para uso clínico, bem como propor novas combinações racionais ou diferentes protocolos de tratamento. Para isso, desenhos experimentais de longo prazo associados ao uso de doses clinicamente relevantes podem gerar evidências que correlacionam com resultados observados em modelos animais e ensaios clínicos. Nós temos investigado mecanismos de resistência e tolerância à terapia anti-tumoral utilizando desenhos experimentais que mimetizam os protocolos clínicos de tratamento, de modo a permitir a modulação racional de mecanismos que aumentem a sensibilidade das células tumorais a quimioterápicos, tais como o controle do ciclo celular, autofagia e senescência.
Dr. José Eduardo Vargas
Palestra: Senescência Celular: Um Componente Chave no Desenvolvimento de Terapias contra o Câncer
Descrição: A senescência é um estado celular em que as células perdem irreversivelmente sua capacidade proliferativa. Este estado pode ocorrer naturalmente devido à capacidade limitada de divisão celular associada ao encurtamento dos telômeros, conhecido como senescência replicativa. Alternativamente, pode ser induzida prematuramente por fatores como danos no DNA, ativação oncogênica, estresse oxidativo ou outros danos celulares, denominados coletivamente de senescência induzida. As células tumorais muitas vezes contornam a senescência replicativa, alcançando a imortalidade replicativa, uma marca registrada do câncer. No entanto, muitas terapias anticâncer induzem a senescência nas células tumorais, retardando inicialmente o crescimento do tumor. Ao longo do tempo, o acúmulo de células senescentes (SnCs) em tumores pode promover a progressão tumoral através do fenótipo secretor associado à senescência, que libera moléculas e vesículas extracelulares que melhoram a plasticidade tumoral e as transições fenotípicas, outra característica típica do câncer. Esta palestra vai explorar como as SnCs contribuem para os mecanismos de plasticidade do câncer e os mecanismos moleculares subjacentes à resistência do SnC à morte celular, bem como estratégias potenciais para atingir as SnCs.
Dr. Bonald Cavalcante de Figueiredo
Diretor Científico e do Biobanco do Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe (IPPPP).
Palestra: Vacina terapêutica contra o carcinoma de córtex adrenal
Descrição: As vacinas terapêuticas (VT) utilizam o sistema imunológico do paciente para combater um câncer, em vez de imunizar para evitar o câncer. A primeira vacina terapêutica, Provenge, fabricada pela Dendron Corporation, foi aprovada pelo FDA americano para o tratamento do câncer de próstata. Este protocolo utiliza células hematológicas do paciente, transformam e incubam com uma proteína frequentemente encontrada em tumores, juntamente com um estimulador do sistema imunológico. As células tratadas são infundidas de volta ao paciente a cada 10 dias. Nos últimos 10 anos surgiram mudanças e novos protocolos. Um dos pioneiros no Brasil, nosso colaborador Professor José Barbuto da USP, já desenvolveu essas VT contra neuroblastoma, glioblastoma, e outros tumores. Baseado nas modificações e diferentes resultados, e no que não foi ainda testado, iniciamos nosso projeto pré-clínico (modelos em cultivo e em camundongos NODscid) contra o carcinoma de córtex adrenal (TCA) por ser um câncer com a maior incidência mundial no Paraná na faixa de 0 a 18 anos de idade, e que voltou a ter um diagnóstico tardio nos últimos anos. Embora nossa melhor plataforma sempre foi mapear e fazer o diagnóstico precoce do TCA (testes de TP53 R337H nas maternidades + surveillance) e curar apenas com cirurgia de tumores abaixo de 50g (Custódio et al., J. Clin. Onc., 2013; Costa et al., Cancers 2019; Tosin et al., Cancers, 2021) com menor custo e cura, nos estruturamos nos últimos anos para inovar na metodologia do VT, não apenas contra o TCA (depois de parar com o surveillance), mas para outros tumores pediátricos com elevada taxa de mortalidade. Nesta palestra abordarei parcialmente nossos métodos e resultados para compartilhar nossa experiência com terapia celular, uma preparação para os ensaios clínicos nos próximos anos.
1° Dia: Segunda-feira, 16/09/2024 – Tarde
Dr. Rodrigo Ligabue-Braun
Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)
Palestra: Bioinformática: Aliada indispensável para a descoberta de fármacos(?)
Descrição: O desenvolvimento de fármacos passou por uma revolução ao ser adotada a estratégia de planejamento racional. Implementado como uma alternativa à triagem em larga escala, o planejamento racional se baseia no conhecimento molecular associado a determinada doença ou condição, empregando dados estruturais de alvos biológicos para o desenho de novas moléculas bioativas. Concomitante ao desenvolvimento de métodos de determinação estrutural de biomacromoléculas, ocorreu o desenvolvimento de tecnologias bioinformáticas que permitissem a visualização e a manipulação destas estruturas. Em princípio, o planejamento de novas entidades moleculares baseadas diretamente em seu alvo e otimizadas quanto a suas interações seria ideal para obtenção de medicamentos eficazes, seguros e inovadores. Contudo, a prática tem mostrado um cenário bastante diferente. Nesse contexto, são discutidas as vantagens e deficiências do uso de bioinformática como estratégia única no desenvolvimento de fármacos.
2° Dia: Terça-feira, 17/09/2024 – Manhã
Dr. Guilherme Baldo
Departamento de Fisiologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Palestra: Medicina Individualizada e doenças raras
Descrição: No campo das doenças genéticas raras, variantes genéticas e fenótipos únicos são corriqueiros, e cada paciente necessita de uma atenção especial. Neste sentido, técnicas inovadoras de diagnóstico e, principalmente, de tratamento, têm sido desenvolvidas. Ferramentas atuais, como a bioinformática, e a edição de genes, permitem que novos fármacos sejam identificados, para pacientes específicos. No entanto, isso traz novos desafios, como o financiamento de tais tratamentos individualizados e desenhos de estudos inovadores. Todos estes aspectos serão discutidos na presente palestra.
Dra. Luciane Regina Cavalli
Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe – IPPPP.
Palestra: Pesquisa translacional em oncologia: genômica, epigenômica e estratégias terapêuticas personalizadas
Descrição: Nesta palestra serão abordados os principais projetos de pesquisa em andamento em oncologia realizados pela equipe de pesquisa da Dra. Luciane R. Cavalli, com aplicação direta na clínica dos pacientes. A apresentação focará nos resultados obtidos por esses projetos, que têm como objetivo principal a caracterização das alterações genômicas e epigenômicas (miRNAs) presentes no tecido tumoral e suas implicações para o diagnóstico, prognóstico e resposta ao tratamento dos pacientes. Serão discutidas análises detalhadas do perfil genômico, bem como da expressão de miRNA e mRNA, tanto em amostras de tecido tumoral quanto em biópsias líquidas, obtidas ao diagnóstico e ao longo do tratamento dos pacientes. Essas informações são fundamentais para o entendimento dos mecanismos moleculares associados à origem e progressão tumoral, assim como para a resistência das células tumorais ao tratamento. Além disso, serão abordados os avanços na utilização de modelos tumorais “ex-vivo” (células condicionalmente reprogramadas) derivados dos próprios pacientes com câncer. Esses modelos são essenciais para a avaliação em tempo real da eficácia e resposta ao tratamento com agentes quimioterápicos e terapias-alvo, além de contribuir para a determinação de estratégias terapêuticas mais eficazes e personalizadas para cada indivíduo.
Dra. Jeanine Nardim
Hospital Erasto Gaetner
Palestra: Pesquisa translacional: desafios logísticos do leito à bancada
Descrição: A palestra “Pesquisa Translacional: Desafios Logísticos do Leito à Bancada” abordará as barreiras e dificuldades enfrentadas na operacionalização de projetos de pesquisa dentro de hospitais e clínicas, especificamente para os pesquisadores que atuam na bancada. A pesquisa translacional é vital para converter descobertas laboratoriais em tratamentos clínicos, mas esse processo enfrenta inúmeros desafios logísticos.
A palestra destacará as principais dificuldades encontradas pelos pesquisadores, incluindo a necessidade de integrar suas atividades com a rotina clínica dos hospitais, que muitas vezes não está preparada para acomodar projetos de pesquisa. A falta de infraestrutura adequada, como laboratórios dentro dos hospitais, e a necessidade de equipamentos específicos e de alta tecnologia serão discutidas como barreiras significativas.
Outro ponto crucial será a dificuldade em obter financiamento contínuo e suficiente para sustentar todas as etapas do processo de pesquisa translacional. Além disso, os complexos requisitos regulatórios e burocráticos muitas vezes atrasam o início e o progresso dos projetos, tornando a colaboração entre os setores de pesquisa e assistência clínica ainda mais desafiadora.
A comunicação e a colaboração eficaz entre pesquisadores e clínicos serão ressaltadas como essenciais para superar esses desafios. A necessidade de formação contínua e especializada para os profissionais de saúde, visando melhorar a integração entre a pesquisa e a prática clínica, também será abordada.
Por fim, a palestra oferecerá exemplos práticos e estratégias para superar essas barreiras, proporcionando insights valiosos sobre como facilitar a implementação de projetos de pesquisa translacional em ambientes clínicos, visando melhorar os resultados de saúde pública.
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2° Dia: Terça-feira, 17/09/2024 – Tarde
Dra. Fabiana Quoos Mayer
Departamento Biologia Molecular e Biotecnologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Palestra: Tuberculosis and wildlife: what do we need to know?
Descrição: Bovine tuberculosis is an infectious disease caused by Mycobacterium tuberculosis var. bovis that affects various animal species worldwide. It’s considered a re-emerging disease, and the World Health Organization (WHO) classifies it as a neglected zoonotic disease, making control programs crucial for the protection of farm animals, wild animals, and humans. Control and eradication programs mainly rely on diagnosing and slaughtering infected animals. However, in developing countries, this approach faces challenges, such as the possible presence and lack of knowledge about wild animals that serve as reservoirs for M. tuberculosis var. bovis, keeping the infection source in cattle herds. In Rio Grande do Sul and Brazil, there’s limited information on which wild animal species maintain tuberculosis in cattle. The knowledge about these species is vital for improving control, prevention, and potential eradication efforts. The lecture will address this issue and present findings from research in this area.
Dr. Marcelo Pedrosa Gomes
Departamento de Botânica, Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Palestra: Aliados Verdes no Combate às Pandemias
Descrição: “Oh, e agora quem poderá me defender?” Sabemos bem quem são os Vilões, mas será que a Natureza possui seus próprios Super-Heróis? Vamos descobrir como aliados verdes (não são os marcianos!) podem ajudar a combater as pandemias modernas! Em um mundo onde o uso excessivo de antibióticos está criando “superbactérias”, é vital encontrarmos soluções sustentáveis para proteger nossa saúde e nosso meio ambiente. Vamos explorar como as plantas aquáticas estão na linha de frente dessa batalha, limpando as águas de resíduos perigosos e ajudando a reduzir a resistência antimicrobiana. Esses pequenos super-heróis verdes, estão trabalhando incansavelmente para purificar nossos rios e lagos. Como elas fazem isso? Quais são os resultados surpreendentes que já obtivemos? E, mais importante, como podemos usar esses heróis naturais em larga escala para enfrentar futuras pandemias? Junte-se a nós para uma jornada fascinante pelos poderes ocultos da natureza. Descubra como as soluções verdes podem transformar a maneira como lidamos com crises de saúde global e veja por que essas plantas são verdadeiros aliados no combate às pandemias. Venha se inspirar e aprender como podemos todos fazer parte desta luta com nossos super-heróis naturais!
Dr. Andrey José de Andrade
Departamento de Patologia Básica, Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Palestra: Doenças transmitidas por vetores e saúde única: qual a relação entre as leishmanioses e os ecossistemas cavernícolas?
Descrição: As leishmanioses são Doenças Negligenciadas e, no Brasil, de Notificação Compulsória. Diversas espécies de Leishmania (Kinetoplastida: Trypanosomatidae) são capazes de infectar o ser humano e outros animais, levando a duas formas clássicas da doença: tegumentar e visceral. Estes protozoários são transmitidos por fêmeas de insetos conhecidos como flebotomíneos (Diptera: Psychodidae) durante o repasto sanguíneo, classificando as leishmanioses como umas das mais importantes vector-borne diseases no contexto da Saúde Única, devido também a seu caráter zoonótico. A dinâmica de transmissão dos parasitos por esses insetos pode ser influenciada fatores extrínsecos como uso do solo, condições socioeconômicas, tais como de habitação e sanitárias, subnutrição ou movimentos populacionais. Um dos ambientes que podem sofrer impacto direto de ações antrópicas são Unidades de Conservação e, dentro destas, os ecossistemas cavernícolas. Nesse caminho, recentemente, cavernas vêm ganhando a atenção de diversos especialistas e isto se deve, em grande parte, à diversidade de flebotomíneos no interior destes ambientes ou próximos as eles, incluindo espécies vetoras. Somado a isso, já foi comprovada circulação de Leishmania em hospedeiros vertebrados que habitam ou frequentam cavernas. Levando em conta as informações acima, cavernas, de fato, seriam ambientes a serem considerados como locais prováveis infecção ou áreas de risco para aquisição das leishmanioses?
Dr. Helder Takashi Imoto Nakaya
Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas, Universidade de São Paulo (USP).
Palestra: Inteligência Artificial Vai Impactar Minha Carreira de Cientista?
Descrição: Um bonde chamado IA se aproxima em alta velocidade. Subiremos no bonde ou ficaremos no trilho? Vamos mostrar exemplos do tamanho deste bonde e como podemos nos preparar.
Dr. Pedro Henrique Gonzalez de Cademartori
Diretor da Agência de Inovação da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Palestra: Inovação e ciência translacional: Como avancar na direção correta em prol de novos desenvolvimentos tecnológicos?
Descrição: O papel crucial da ciência translacional na transformação de descobertas científicas em soluções tecnológicas que impactam diretamente a sociedade. Abordagem de como avançar na direção correta, superando desafios e aproveitando oportunidades para acelerar a inovação. Destaque sobre o papel das parcerias entre academia, indústria e governo, além de exemplos de sucesso que mostram como a integração de ciência e inovação tem impulsionado avanços tecnológicos na UFPR e comunidade externa. Venha descobrir como transformar pesquisa em impacto concreto!
3° Dia: Quarta-feira, 18/09/2024 – Manhã
Dra. Lia Medeiros
Instituto Carlos Chagas, FIOCRUZ-PR.
Palestra: Biologia Celular e Molecular de Leishmania: vacina, diagnóstico, resistência e novos fármacos
Descrição: Leishmanioses são um conjunto de manifestações clínicas decorrentes da infecção com diferentes espécies de protozoários parasitas do gênero Leishmania, e que afetam milhões de pessoas globalmente. A compreensão acerca da biologia celular e molecular das Leishmanias é crucial para compreender a patogênese da doença, desenvolver estratégias de controle e criar terapias mais eficazes. O desenvolvimento de vacinas contra Leishmania, por exemplo, enfrenta desafios significativos devido à complexidade do ciclo de vida do parasita e à sua capacidade de evadir o sistema imunológico. Métodos de diagnóstico precisos e rápidos, por outro lado, são essenciais para o controle das leishmanioses. Já a resistência aos tratamentos atuais, como os antimoniais pentavalentes, representa um obstáculo significativo para o combate à esta enfermidade. Estudos sobre os mecanismos de resistência, incluindo a alteração de alvos moleculares e a expressão de bombas de efluxo, são essenciais para desenvolver novas estratégias terapêuticas. A descoberta de novos fármacos é também uma prioridade para superar a resistência e melhorar os resultados do tratamento. Fica clara, portanto, a importância de uma abordagem multidisciplinar para enfrentar as leishmanioses, fundamental para o desenvolvimento de intervenções mais eficazes e sustentáveis no combate a esta doença negligenciada.
Dr. Luis Cláudio Fernandes
Departamento de Fisiologia, Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Palestra: Obesidade e Síndrome Metabólica: Óleo de peixe pode ser uma alternativa terapêutica de baixo custo?
Descrição: Obesidade é uma doença crônica multifatorial destacando-se os fatores genéticos, ambientais, econômicos, sociais e culturais. Ela é caracterizada pelo acúmulo de tecido adiposo sob a pele e ao redor dos órgãos. A obesidade pode variar de acordo com a localização e distribuição da gordura no corpo podendo ser de forma homogênea, abdominal ou periférica. Indivíduos obesos tornam-se problema na saúde pública e tem se discutido formas de tratamento, mas principalmente de prevenção e promoção da saúde. A hipertrofia dos adipócitos leva a dislipidemia, hipertensão, resistência à insulina e a um estado de inflamação de baixo-grau, os quais são componentes da síndrome metabólica (SM). Em adição, pessoas obesas podem desenvolver diabetes, o que eleva o risco para aterosclerose, doença renal, acidente vascular cerebral e, grande isquemia cardíaca. Poucos estudos têm investigado associações entre consumo de peixe e a síndrome metabólica e, os realizados, têm sugerido que o consumo de óleo de peixe (OP) pode ter papel protetor na prevenção da SM. A primeira evidência demonstrando os efeitos benéficos dos ácidos graxos do OP foi relatada pelos médicos dinamarqueses Dyerberg e Bang em 1976. A partir desses achados, o OP (rico em eicosapentaenoic acid – EPA e docosahexaenóic acid – DHA) tem sido utilizado para se estudar em outras doenças crônico-degenerativas. De fato, EPA e DHA mostram ter efeitos benéficos no tratamento de condições com componente inflamatório tais como psoríase, cancer, artrite reumatoide e síndrome metabólica.
Dra. Sandra Helena Poliselli Farsky
Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas, Universidade de São Paulo (USP).
Palestra: Anexina A1: uma proteína amiga ou inimiga?
Descrição: A Anexina A1 é uma proteína de 37 KDa pertencente à família da anexina A1, que possui 12 membros (AnxA1-11;13), conhecidos como proteínas de ligação a fosfolipídios, dependentes de cálcio. As anexinas A apresentam um domínio C-terminal conservado, e as funções biológicas são dependentes do domínio N-terminal específico. A Anexina A1 é expressa no núcleo, citoplasma e membrana plasmática de células imunes, epiteliais e em alguns tipos de células tumorais. Ainda, a AnxA1 é secretada por meio de transportes ativos e por microvesículas. No compartimento extracelular, a Anexina A1 é fosforilada, na presença de cálcio, e exerce suas funções por ligações a receptores formilados (formyl peptide receptors – FPR1, 2 ou 3) pertencentes à família de receptores acoplados à proteína G (GPCR). A ligação da Anexina A1 aos FPRs ativa vias de sinalizações intracelulares envolvidas na proliferação, adesão, migração e morte celular. A Anexina A1 expressa por células imunes e epiteliais inibe o desenvolvimento da resposta inflamatória inata e induz a eferocitose, que é fundamental para a resolução da inflamação e reparo tecidual. Por outro lado, a proteína expressa em células cancerosas medeia a proliferação e migração celular nos processos de metastização de diferentes tumores sólidos. Nosso grupo tem investigado os mecanismos da Anexina A1 nestas duas vertentes, mostrando a participação da proteína no controle e terapia das doenças inflamatórias intestinais e da AnxA1 secretada por neutrófilos no desenvolvimento melanoma metastático. Serão apresentados os resultados obtidos em modelos experimentais e em pacientes portadores de doenças inflamatórias intestinais e melanoma metastático.
Dra. Priscila Sato
School of Medicine, University of Alabama, USA.
Palestra: G-protein coupled receptor kinase 2 in cardiac metabolism and islet function.
Descrição: Nata de Curitiba, Priscila terminou o segundo grau com 15 anos e recebeu uma bolsa universitaria para fazer universidade na Universidade do Sul da Flórida, em Tampa, Florida. Durante o seu tempo na USF, Priscila completou dois bacharéis em Biologia e Quimica, voltando para Curitiba em 2005 após o falecimento repentino da sua mae por um problema cardíaco. Em 2006, Priscila iniciou doutorado na SUNY Upstate Medical University em Syracuse, NY sobre a direção de Mario Delmar e José Jalife, e logo após mudou para a Universidade de Michigan (UM) em 2007 com os seus professores que lideraram o Centro de Arrhythmia na UM. A sua tese focalizou na proteína plakophillin-2 (PKP2), mutada em vários pacientes com Arrhythmogenic Right Ventricular Cardiomyopathy (ARVC). A relação entre mutações em PKP2 e mortes súbitas em ARVC ainda não eram conhecidas. Trabalho durante o seu doutorado desvendou a participação de PKP2 com o Nav1.5, a corrente principal do action potencial das celular myocytes ventriculares do coração, dando então uma sugestão como as arritmias estariam iniciando. Priscila fez pós-doutorado com o Dr. Walter Koch, estudando G-protein coupled receptors (GPCR) kinases (GRKs), onde descobriu que GRK2 está localizada também na mitocôndria e participa em adaptações a utilização de glicose após myocardial infarction. Em 2018, começou a sua carreira independente onde continua estudando GRK2 no coração e no pâncreas. Além disso, o seu laboratório está focado em outros GPCRs e kinases envolvidos no desenvolvimento da função fisiológica e patofisiológica de heart failure.
3° Dia: Quarta-feira, 18/09/2024 – Tarde
Dr. Marcelo Fantappié
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Palestra: The role of epigenetic modifications in mosquito – arboviruses interactions
Descrição: Epigenetic mechanisms can influence the gene activity at the transcriptional and post transcriptional levels. Therefore, the field of epigenetics covers the modifications of DNA, histones and RNAs. N6-methytladenosine (m6A) is the most abundant modification in eukaryotic mRNA, which has profound effects on RNA metabolism, including RNA stability, splicing, transport and translation. RNA-m6A modification plays significant roles in the interactions between host and viruses. Here we identified functional m6A machinery in Aedes mosquito cell lines (Aag2 and C636). We demonstrated that 35% of C636 mRNAs is m6A modified. Treatment of C636 cells with the m6A-specific inhibitor STM2457 did not affect cell viability for 48 hours, but showed a significant effect on arboviruses infections. C636 cells treated with STM2457 revealed a significant reduction of Zika virus replication, whereas m m6A inhibition revealed a significant increase of Chikungunya replication. Importantly, this same phenotype was observed in infected-Aag2 cells that were silenced for the two RNA methyltransferases, METTL13 and METTL14. Transcriptomic analyses of C636 cells treated with STM2457 revealed a profound influence in gene expression. Members of the Tetraspanin transmembrane protein family were either up- or downregulated under m6A inhibition. So far our data suggest that cellular signaling pathways activated during arboviruses infections lead to alterations in m6A modification of host mRNAs to differentially regulate infections.
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Dra. Andreia Fogaça
Department of Parasitology, Institute of Biomedical Sciences, University of São Paulo (USP).
Palestra: The complex interactions among the tick immune system, the microbiota and the tick-borne pathogen Rickettsia rickettsii
Descrição: Ticks (Acari: Ixodida) are obligate blood feeding arthropods and vectors of a vast list of pathogenic microorganisms that cause life-threatening diseases to humans and other animals. In addition to pathogens, ticks also harbor a resident microbiota that may confer biological advantages to them. Therefore, their immune system must control dangerous microorganisms while maintaining a balanced microbiota community to garantee homeostasis. In addition, the members of the resident microbiota can exert either a positive or a negative effect on the establishment of a pathogen. The pathogens acquired within the blood meal can also trigger tick immune responses, altering the microbiota composition and promoting infection. Rickettsia rickettsii is a tick-borne obligate intracellular bacterium that causes the life-threatening Brazilian spotted fever. In Brazil, R. rickettsii is transmitted by Amblyomma sculptum and Amblyomma aureolatum. This presentation will focus on the main aspects of the intricate interplay among the immune system of A. sculptum and A. aureolatum, the microbiota, and R. rickettsii..
Dr. Simon Luke Elliot
Federal University of Viçosa (UFV), Minas Gerais, Brazil.
Palestra: How parasites can harm vectors and why, with a focus on triatomines
Descrição: In the past, it was almost dogma that parasites would not harm their vectors as this would reduce ransmission and so be prejudicial to the parasites. To some degree, though, vectors are just another kind of host that parasites can exploit. Meanwhile, competition between parasites may select for higher virulence towards either kind of host. I will use a basis of theory on the evolution of virulence to explain why we may expect a certain amount of virulence of parasites to their vectors. I will contrast animal systems with plant systems as the latter illustrate when a parasite-vector interaction can become a mutualism (and it is interesting to see why this is not the case for animal systems). I will then show empirical evidence for virulence of trypanosome parasites to triatomines and the circumstances in which this occurs. The damage done to these vector-hosts can be subtle but important. It can also help explain why vectors often defend themselves against infection by the parasites they carry.
Dr. Rafael Dhalia
Palestra: Vaccines: Timeline, Clinical Studies, Mechanisms, and State-of-the-Art
Descrição: The history of immunization traces back to ancient China and India, where techniques like variolation were used. Edward Jenner’s 18th-century development of the smallpox vaccine using cowpox pus marked a significant advancement. Influenced by Jenner, Louis Pasteur in the 19th century created vaccines for avian cholera, anthrax, and rabies. The 20th century saw various milestone vaccines: tuberculosis (Calmette and Guérin), whooping cough (Sauer), yellow fever (Theiler), polio (Salk), and measles (Enders). Maurice Hilleman was especially notable, creating over 40 vaccines, including MMR and hepatitis vaccines, saving millions of lives annually. In the 21st century, significant vaccines have emerged for HPV, COVID-19, and dengue, driven by technological advances. Vaccine development involves a rigorous process from preclinical trials using animal models through three human phases, and even post-approval monitoring (phase 4). Successful clinical trials require extensive infrastructure, ethical approvals, expert teams, and meticulous monitoring, and validate various platforms. Despite the different mechanisms of action among vaccine platforms (genetic vaccines, viral vectors, inactivated/attenuated microorganisms, and subunits), they all rely on antigen processing by antigen-presenting cells to activate Helper T cells, B cells, and Killer T cells. Currently, vaccines exist for about 30 diseases, but advancements in technology, like mRNA vaccines, are expected to expand this number. A new era in vaccine development is focused on creating vaccines for diseases such as resistant strains of tuberculosis, Chikungunya, HIV, various cancers, autoimmune diseases, etc. At Plátano Clinical Research Center, our group is actively involved in numerous clinical studies to improve existing vaccines and validate new ones, contributing to addressing current and future public health challenges through scientific and technological advancements.
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4° Dia: Quinta-feira, 19/09/2024 – Manhã
Dra. Angelica Beate Winter Boldt
Departamento de Genética, Universidade Federal do Paraná
Palestra: Interação Microbiota – Hospedeiro: o Intestino e as Doenças complexa
Descrição:
Dr. Tiago Gräf
Pesquisador em Saúde Pública, Laboratório de Virologia Molecular, Instituto Carlos Chagas – FIOCRUZ.
Palestra: Genomic epidemiology of arboviruses in south Brazil
Descrição: Among the various disturbances caused by climate change we can also include the increase in the spread and incidence of arboviruses. Due to increasing global average temperatures and changing rainfall patterns, the life cycle of many arthropods (such as mosquitoes) is accelerating, increasing the total population and the rate of disease transmission. The Brazilian southern region, which historically had a lower incidence of arboviruses, has been strongly affected by these changes and arboviruses such as dengue, chikungunya and more recently Oropouche, have caused increasingly larger outbreaks and epidemics in the region, where the vast majority of the population has never been exposed to these pathogens. Investigating the spread of these viruses through the genomic approach allows us to understand which strains are circulating in the region and whether they can sustain infections during the winter or whether there are new introductions every year. Furthermore, investigating the effect of new mutations can reveal virus adaptations to the vectors, which can potentially increase viral transmissibility and pathogenicity. Genomic epidemiology is a powerful tool that can help health surveillance services to mitigate the effects of the spread of arboviruses.
Dra. Terezinha Svidzinski
Universidade Estadual de Maringá (UEM) e Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Palestra: Fungi-host relationship: From colonization to infection
Descrição: The human internal and external surfaces (skin and mucous) are heavily colonized by fungi that live in balance, without causing damage to the host. However, factors related to microorganisms or humans can disrupt this balance and are therefore involved in the etiopathogenesis of fungal infections. Depending on the degree of this imbalance, these infections can range from simple such as cutaneous ones to invasive, which are severe, with high mortality rates. The lecture will address some mechanisms responsible for the fungal transition from the colonization status to the damage-causing pathogen of such infections.
Dra. Georgia Correa Atella
Laboratório de Bioquímica de Lipídios e Lipoproteínas, Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis, Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Palestra: Lipid Metabolism at the Pathogen-Vector Interface: Seeking Molecular Targets for the Control of Neglected Vector-Borne Diseases
Descrição: Detailed knowledge of pathogen development within hosts is of paramount importance for a comprehensive understanding of the mechanisms underlying the transmission of prevalent vector-borne human diseases and for designing new strategies to block their transmission. In this regard, our group is dedicated to studying lipid metabolism and transport in various experimental models to elucidate the dynamics of lipid molecule acquisition from hosts by parasites. We aim to elucidate the alterations in lipid transport and metabolism caused by pathogen infection, focusing on identifying crucial molecular targets for infection development, with a particular emphasis on bioactive phospholipids, cellular signaling and lipidomics.
Dr. Fabricio Klerynton Marchini
Palestra: IBMP, Transforming knowledge into solutions
Descrição: Quality is our guide, the challenge motivates us, and we have commitment with life. Those values direct IBMP to deliver biotechnological solutions to improve health conditions and social well-being, to support IBMP vision, to be a reference center for innovation and biotechnological solutions for health in Brazil.
4° Dia: Quinta-feira, 19/09/2024 – Tarde
Dr. Leonardo Ninrichter
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Brazil.
Palestra: TLR4-dependent protective effect of fungal extracellular vesicles in murine candidiasis.
Descrição: Candida albicans extracellular vesicles (EVs) are nanosized lipid bilayer particles, carring diverse fungal antigens and triggering innate immune responses in macrophages and dendritic cells. In previous studies we demonstrated that mice vaccination with C. albicans EVs induces specific antibodies, modulates cytokine production, and protects immunosuppressed mice from lethal C. albicans infection. To clarify the mechanisms of EV-induced immune activation, our study investigated the pathogen-associated molecular patterns (PAMPs) and pattern recognition receptors (PRRs) in the engagement of EVs with phagocytes. We compared EVs from wild-type and mutant C. albicans strains, the latter with truncated mannoproteins, to assess their ability to stimulate bone marrow-derived dendritic cells (BMDCs). Our results showed that the decoration of EVs with O- and N-linked mannans, along with the presence of β-1,3-glucans and chitin oligomers, might influence the activation of specific PRRs, especially Toll-like receptor 4 (TLR4) and dectin-1. The protective effect of vaccination using wild-type EVs was found to depend on TLR4. These findings suggest that fungal EVs can be utilized in vaccine formulations to selectively activate PRRs in phagocytes, providing potential strategies for combating or preventing candidiasis.
Dr. Marcel I Ramirez
Carlos Chagas Institute – Fiocruz-PR, Brazil.
Palestra: Mechanisms of extracellular vesicle uptake in G. intestinalis and host cell interactions: role of clathrin and caveolin-mediated endocytosis
Descrição: Giardia intestinalis is a flagellated protozoan responsible for giardiasis, one of the most common parasitic diseases in humans. This infection is prevalent worldwide and recognized as a neglected disease by the World Health Organization. Giardiasis imposes a significant global burden due to morbidity and insufficient research and therapeutic development. The pathogenesis is multifactorial and begins with the adhesion and colonization of the parasite to the intestinal epithelium, leading to gastrointestinal symptoms. This process is facilitated by the release of extracellular vesicles (EVs), which include microvesicles and exosomes. These EVs, surrounded by a lipid bilayer, play a crucial role in intercellular communication. The objective of this study is to understand the mechanism of EV uptake and communication during interaction with host cells. We defined three types of EVs during parasite-host cell interaction: Giardia-originated EVs (gEV), host cell-released EVs (hEV), and parasite-host cell interaction EVs (intEV). Uptake assays were performed with these purified EVs labeled with PKH26 in Caco-2 cells. Dose-dependent and kinetic titrations of EVs were conducted in contact with host cells, and results were analyzed by flow cytometry and confocal microscopy. The pathways involved in EV uptake were analyzed using endocytosis inhibitors, comparing the internalization of vesicles in treated and untreated host cells. Our results demonstrated that different EVs are internalized by Caco-2 intestinal cells in an energy and dose-dependent manner, exhibiting distinct patterns. Notably, intEVs are internalized more quickly than other EVs, which could be important in the diseases pathophysiology. Among several inhibitors, Dynasore and genistein most effectively blocked EV internalization by host cells. This study confirms that EVs are taken up by host cells and suggests that endocytosis is the primary mechanism of EV capture, opening the possibility of blocking this pathway as an alternative strategy to control the infection.
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Dr. Antonio Marcilla
Department of Pharmacy and Pharmaceutical technology and Parasitology, Faculty of Pharmacy, University of Valencia, Valencia, Spain.
Palestra: Helminth extracellular vesicles and their usefulness in controlling diseases
Descrição: Parasitic helminths are responsible for the most neglected diseases, which are associated and promote poverty. They affect over a billion people worldwide (WHO, 2015), and account for billions of cases every year. Worm species found in the phyla Nematoda and Platyhelminthes, are well recognized manipulators of host immune function and physiology. Emerging evidence supports an important role for helminth-derived extracellular vesicles (EVs) in different processes like parasite’s survival, favoring infection, immunomodulation and parasite adaptation to the host environment. Thus, these processes and highlights EVs as important mediators in host-parasite interactions as part of cross-kingdom communications. Research on helminth extracellular vesicles (EVs) has increased in recent years and demonstrated that EVs shed by helminths could be explored as novel and specific control tools, as biomarkers of (asymptomatic) infections and disease prognosis after drug treatment, as well as targets for potential vaccines and novel treatments. In our presentation evidence will be presented of the usefulness of helminth EVs as biomarkers, immune modulators and novel treatment strategies for different diseases.
5° Dia: Sexta-feira, 20/09/2024 – Manhã
Dr. Celio G. Freire-de-Lima
Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho/UFRJ.
Palestra: Cryptococcus gattii Pathogenesis: Investigating the Role of TLR9
Descrição: Cryptococcosis is a potentially systemic mycosis caused by encapsulated, saprophytic, and pathogenic basidiomycete fungi of the genus Cryptococcus. Cryptococcal meningitis represents the most severe form of the disease, accounting for 625,000 deaths annually worldwide. Among the well-described virulence factors of Cryptococcus spp. are GXM and GXMGal, the primary components of the polysaccharide capsule that coats the yeast cells. More recently, the ability of yeast cells to assume exaggeratedly large sizes has emerged as another important virulence factor under intense study. Referred to as titan cells, these yeast cells can reach diameters of up to 100 μm, although the actual impacts on the host are still poorly understood. C. neoformans, which tends to affect immunosuppressed individuals, and C. gattii, which primarily infects immunocompetent individuals, are the main etiological agents of the disease. C. gattii exhibits a global distribution, with higher prevalence in the Americas. Recent studies from our group have demonstrated that a Th1/Th17 immune response is antifungal and beneficial for the host, whereas a Th2 response tends to negatively modulate protective immune responses, favoring fungal survival. Additionally, literature suggests that TLR9 plays a crucial role in antifungal responses, with its activation promoting the production of type I IFNs, IFN-γ, IL-6, and IL-17. Our data have indicated that TLR9 plays a significant role during experimental C. gattii infection. TLR9 knockout mice (TLR9-/-) exhibit increased susceptibility, earlier mortality, higher fungal burden in the brain and spleen, increased frequency of titan cells, eosinophilia, and intense lung fibrosis following C. gattii inoculation. The absence of TLR9 results in lower levels of IFN-γ, IL-6, and IL-17, and elevated levels of IL-4, IL-5, and IL-10 in the lungs and brain three weeks post-C. gattii infection. Systemic infection by C. gattii also leads to intraocular infection and progressive blindness in TLR9-/- mice. High fungal burden and a large amount of polysaccharides deposited in the retina resulted in intense gliosis and loss of retinal electrophysiological functions in TLR9-/- mice. Few scientific studies have attempted to elucidate the mechanisms involved in C. gattii caused disease. Thus, this study aims to elucidate the aspects involved in the immunopathogenesis of C. gattii infection.
Dr. Herbert Leonel de Matos Guedes
Federal University of Rio de Janeiro (UFRJ).
Palestra: IL-17A/IFN-γ producing γδ T cell functional dichotomy impacts cutaneous leishmaniasis in mice
Descrição: γδ T cells are innate-like lymphocytes with pleiotropic roles in immune responses to pathogens, often ascribed to their IL-17A-producing or IFN-γ-producing γδ T cell subsets. Here we investigated the impact of this functional dichotomy on cutaneous leishmaniasis, a set of neglected diseases caused by parasites of the Leishmania genus. We demonstrate that in Sv129 mice susceptible to Leishmania amazonensis, Vγ4+ γδ T cells are the main source of IL-17A. Furthermore, in type 1 interferon receptor-deficient (A129) mice presenting increased susceptibility to infection, there is a higher frequency of IL-17A-producing γδ T cells when compared to wild-type mice. Mechanistically, we demonstrate that lipophosphoglycan (LPG) of L. amazonensis induces IL-17A-producing γδ T cells. Importantly, C57Bl/6 mice deficient in γδ T cells or in IL-17 receptor (IL-17RA) show reduced lesion sizes, consistent with a pathogenic role of IL-17A-producing γδ T cells in cutaneous leishmaniasis. Conversely, the adoptive transfer of FACS-sorted γδ T cells led to an accumulation of IFN-γ-producing γδ T cells in various susceptible strains of mice which associated with control of lesion development. These data demonstrate a pathophysiological dichotomy in which IL-17A-producing γδ T cells promote pathogenesis, whereas IFN-γ-producing γδ T cells display therapeutic potential in cutaneous leishmaniasis.
Dra. Denise Morais da Fonseca
Laboratory of Mucosal Immunology, Department of Immunology – Institute of Biomedical Sciences, University of Sao Paulo (USP).
Palestra: Infection-induced disruption of the cholinergic pathway impacts mesenteric immune tone and host capacity to induce type 2
Descrição: Several neural mechanisms have been studied in the control of the immune response in the mucosal tissues, including the intestinal mucosa. However, little is known about the importance of acetylcholine (Ach) signaling in adipose tissue immune homeostasis, particularly in the mesenteric adipose tissue adjacent to the gut, the mesentery. At the Laboratory of Mucosal Immunology, we are studying how cholinergic signaling interferes with adipose tissue immunity and host metabolism. Amongst the white adipose tissue depots, the mesentery has a dense cholinergic innervation, as well as a higher number of Ach-producing CD45+ cells, specifically located at the fat-associated lymphoid clusters. The impairment of the cholinergic signaling resulted in a robust type 2 response, specifically in the mesentery but not in the other adipose tissue compartments. We showed that, in the mesentery, Ach controls IL-33 production and, consequently, the type 2 immune tonus. Therefore, blocking the Ach-signaling promotes IL-33 secretion by mesenteric non- hematopoietic stromal cells and shifts the immune tone toward type 2 immunity. Finally, gastrointestinal infections affecting these regulatory mechanisms in the mesentery may affect the inflammatory tone for the long-term and predispose to the development of other inflammatory disorders, including inflammatory bowel diseases.
5° Dia: Sexta-feira, 20/09/2024 – Tarde
Dr. Michel Batista
ICC-Fiocruz/PR
Palestra: (Un)target proteomics applied to infectious disease
Descrição: In a scenario of new infections and resistance to treatments, the study of molecular alterations in the host, including differential protein expression, as well as the search for sensitive diagnostic methods are extremely relevant. This presentation will focus on the use of untargeted or targeted proteomics in the evaluation of hospital-acquired meningitis and the development of methods for the study and diagnosis of leishmaniasis and sepsis, respectively.
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Dra. Priscila Ferreira de Aquino
ILMD / Fiocruz-Amazônia
Palestra: Exploring the proteomic profile of high-grade cervical intraepithelial neoplasms and the interaction with pathogens
Descrição: The prevalence of cervical cancer is an alarming scenario in terms of public health in the state of Amazonas, being the first in incidence and mortality rates in the female population of the state. It is known that this type of cancer is preceded by cervical intraepithelial neoplasia (CIN), which can be classified into low- and high-grade intraepithelial lesions; the latter, when not detected and treated early, can progress to cancer. In this context, two pathogens can call attention: the Human Papillomavirus (HPV) that is the main etiological agent of both lesions and malignant neoplasia, and human immunodeficiency virus (HIV), which can also increase the chances of developing cervical cancer. Therefore, in this presentation I will show some results of projects that we are doing with high-grade cervical intraepithelial neoplasia and the presence or absence of these two pathogens.
Dr. Simon Ngao Mule
ICB, University of São Paulo (USP), Brazil.
Palestra: Mass spectrometry approaches to study T. cruzi biology and evolution
Descrição:
Dra. Walderez O. Dutra
Professora Titular, Laboratório de Biologia das Interações Celulares, Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Palestra: How can you mend a broken heart
Descrição: The Dutra Laboratory has been studying the cellular and molecular mechanisms involved in the differential clinical evolution of human diseases, focusing particularly on Chagas disease, American tegumentary leishmaniasis and Rheumatic Heart Disease. The Lab focuses on studying immunoregulatory networks to identify markers of disease progression, as well as of protective responses, to instruct much needed alternative therapies and preventive measures. In this seminar, we will focus on Chagas disease. While T. cruzi infection triggers an inflammatory response, which is needed to eliminate the parasites, the subsequent control of this initial response is needed to avoid tissue destruction and pathology establishment. The inability to perform such immunological control has been associated with the establishment of severe forms of Chagas disease. Thus, identifying the mechanisms involved in the triggering and control (or lack of it) of the immune response is key for disease prevention and for interfering with disease progression. We will discuss the immunological characteristics of particular cell populations and cytokines that are associated with pathology in Chagas disease, and how their manipulation can be translated to benefit Chagas disease patients.
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